Resina Composta

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Resina Composta

Mensagem  Admin em Sex Abr 23, 2010 2:00 pm

Composição: matriz orgânica resinosa composta por monômeros dimetacrilatos de Bis-GMA, UEDMA e TEGDMA. O monômero Bis-GMA é uma molécula de alto peso molecular e, portanto, bastante viscosa, porém diminui significativamente a contração de polimerização. O TEGDMA (baixo peso molecular) é o principal diluente empregado para tornar a resina composta manipulável clinicamente. Nessa mesma matriz, são adicionados iniciadores ativados por luz azul (canforoquinona), inibidores da polimerização (hidroquinona), absorventes de luz UV, além de pigmentos e opacificadores. Partículas de carga são adicionadas à matriz resinosa para diminuir a contração de polimerização e conferir maior resistência mecânica às restaurações confeccionadas com esse material. Essas partículas são compostas por quartzo ou vidros moídos ou ainda de partículas de sílica coloidal e constituem cerca de 70% em volume em um compósito. A união das partículas de carga à matriz orgânica é de fundamental importância para a resistência do material e ela se dá pelo uso de agente de união. O mais usado atualmente é um silano.


Apresentação Comercial: As resinas compostas odontológicas são embaladas em seringas escuras que contém entre 3 e 5g do compósito. O cabo da seringa é rosqueável permitindo, desta forma, a extrusão da resina composta. Atualmente, a maioria das indústrias produzem resinas compostas fotoativadas, ou seja, ativadas por luz com comprimento de onda azul (468nm).

Foto de um produto de uma marca comercial.


Tipos e Indicações: as resinas compostas são classificadas de acordo com o tamanho médio das partículas de carga inorgânica que as compõe.

Híbridas: toda resina que contém partículas de vidro moídas de maior dimensão (0,60 a 1,00 µm) e sílica coloidal (pequena dimensão) podem ser assim classificadas. Atualmente, a maioria das resinas pode ser considerada híbrida e são indicadas para dentes posteriores e anteriores com boas propriedades mecânicas.

Convencionais ou Macropartículas: possuem partículas moídas de quartzo de grande dimensão (50µm). Atualmente são pouco utilizadas justamente por possuírem grande rugosidade superficial em decorrência da dureza das partículas de carga e desgaste seletivo da matriz orgânica, conferindo alta tendência à descoloração. Não são indicadas para regiões de alto esforço mastigatório.

Micropartículas: possuem partículas de sílica coloidal de pequena dimensão (0,04 µm). Possuem melhor lisura superficial, favorecendo o polimento e diminuindo o desgaste à abrasão. Possuem ainda, partículas de carga orgânica que são polímeros pré-polimerizados com carga, moídos e adicionados à matriz. Esses compósitos não são indicados em áreas de grande concentração de esforços, devido à sua menor resistência mecânica.

Compósitos de Partículas Pequenas: possuem partículas inorgânicas maiores que aquelas encontradas nos compósitos microparticulados (1 a 5µm). Foram desenvolvidos para obtenção de lisura semelhante aos de micropartículas, mas com as propriedades mecânicas melhoradas. Devido à vasta diversidade de tamanhos das partículas, tornou-se o compósito com o maior volume de carga, melhorando suas propriedades. É indicado para dentes posteriores (áreas com grande concentração de esforços).

Compósitos com Nanopartículas: são resinas mais recentemente desenvolvidas e possuem partículas nanométricas que facilitam a compactação da carga inorgânica, melhorando as propriedades mecânicas. Essas partículas são encontradas em duas fases: uma fase dispersa com partículas de sílica de cerca de 20nm e outra aderida, formando nanocomplexos de sílica-zircônia que se comportam como uma estrutura única medindo 75nm em média. São indicados para áreas anteriores e posteriores, pois resistem às forças oclusais, são capazes de reter o polimento e possuem resistência ao desgaste.

Manipulação: possuem amplo tempo de trabalho, pois só iniciam sua polimerização quando ativados por luz. Por este motivo, a resina composta pode e deve ser aplicada na cavidade preparada em incrementos de no máximo 2mm, diminuindo a contração de polimerização e garantindo que toda a massa seja ativada pela luz. A ponta da unidade de luz deve ser colocada o mais próximo possível da massa de resina, aumentando o grau de conversão após a polimerização por pelo menos 40segundos. Os incrementos devem ser adicionados de tal modo que minimize o fator C durante a contração de polimerização, impedindo que tensões sejam geradas na interface dente- restauração.

Armazenamento e Conservação: as resinas compostas fotoativadas são armazenadas no interior de seringas escuras que bloqueiam os efeitos da luz ambiente sobre os iniciadores da reação de polimerização. As embalagens devem ser conservadas fechadas, protegidas da luz e do calor. Portanto, devem ser guardadas à temperatura ambiente ou até em geladeira. O aumento da temperatura também pode dar início à reação de polimerização. O oxigênio pode impedir a polimerização quando a resina estiver exposta ao ar, portanto é de fundamental importância manter a seringa fechada mesmo durante a construção da restauração.

Texto e Fotos: André G. De Vito Moraes

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